SUBSTITUIR Todirostrum Lesson, 1831, EM Todirostrum senex, T. plumbeiceps, T. sylvia, T. fumifrons, T. latirostre E T. russatum , POR Poecilotriccus Berlepsch, 1884 NA LISTA PRINCIPAL DE AVES BRASILEIRAS.
Lanyon (1988) sugeriu a transferência das espécies mencionadas para o gênero Poecilotriccus Berlepsch, 1884 com base em um estudo filogenético que considerou sobretudo caracteres da siringe. Os arranjos taxonômicos apropriados são Poecilotriccus senex (Pelzeln, 1868), P. plumbeiceps (Lafresnaye, 1846), P. sylvia (Desmarest, 1806), P. fumifrons (Hartlaub, 1853), P. latirostris (Pelzeln, 1868) e P. russatus (Salvin & Godman, 1884).(Resolução No 140, Natteria Nº 10, 12 de outubro de 2003)
O ferreirinho-relógio apresenta um vivo contraste entre o cinza azulado escuro da cabeça com a parte ventral amarela chama a atenção quando observado. O restante das partes superiores são lavadas de tom oliváceo, enquanto as penas longas das asas são bordejadas de amarelo. A cauda é escura, mas, vista por baixo, nota-se que as penas laterais possuem uma grande área branca na ponta. Os olhos são amarelo ouro, destacados contra a área mais escura da parte frontal da cabeça, quase uma máscara. Bico longo e chato, escuro e também notável.
O dimorfismo sexual é pouco aparente, restringindo-se a uma marcação esbranquiçada discreta no píleo, para as fêmeas (segundo Sigrist).
O canto origina o nome comum, parecendo com um relógio de mesa quando se dá corda. Canta o ano inteiro, bem como nas horas quentes do dia. O casal responde um ao outro, também aproximando-se de uma gravação do canto.
A distribuição dessa espécie ocorre do México à Bolívia, ao Brasil e às Guianas.
O ferreirinho-estriado mede cerca de 9 cm de comprimento.
É comum na copa de arbustos e árvores ao longo de rios e lagos, bordas de florestas, jardins e quintais em áreas urbanas. Vive aos pares, buscando insetos ativamente na folhagem densa, o que o torna difícil de ser visto, embora seu canto seja ouvido com freqüência. O casal costuma cantar junto, em dueto.
Toda a Amazônia brasileira e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
O teque-teque é a menor espécie do gênero Todirostrum, é um papa-moscas bem pequeno, aproximadamente 9 cm, facilmente reconhecível pela nódoa amarela no loro. O vivo contraste entre o cinza-azulado escuro da cabeça com a parte ventral amarela chama a atenção quando observado. Os olhos são amarelo-ouro, destacados contra a área escura da cabeça.
De movimentos ligeiros, quase nunca fica imóvel.
Ocorre na Mata Atlântica litorânea, Mata Atlântica de encosta, Mata Atlântica de altitude, na restinga arbórea e em matas mesófilas.